O transporte rodoviário é o transporte
feito por estradas, rodovias, ruas e outras vias pavimentadas
ou não com a intenção movimentar materiais,
pessoas ou animais de um determinado ponto a outro. Representa
a maior parte do transporte terrestre.
O transporte rodoviário em sua maioria é realizado
por veículos automotores, como carros, ônibus e caminhão.
Segundo a ANTT, existem cerca de 130 mil empresas de transporte
de cargas no Brasil com mais 1.6 milhões de veículos
que oferece trabalho, diretamente, a pelo menos 5 milhões
de pessoas. Segundo a COPPEAD, da Universidade Federal do Rio
de Janeiro (UFRJ), o transporte corresponde a 6% do PIB nacional.
Na logística o transporte rodoviário é uma
das áreas mais importantes. Segundo a COPPEAD, os custos
com transporte chegam a 60% dos custos logísticos e a redução
de custos nessa área é muito importante, pois corresponde
em média 20% do custo total das empresas. Cada vez mais
as empresas estão de olho nessa fatia do mercado, pois
o transporte no Brasil chama a atenção por faturar
mais de R$ 40 bilhões e movimentar 2/3 do total de carga
do país.
Brasil
Este é o principal sistema de transporte no Brasil. Por
ele passam 56% das cargas movimentadas no País, contra
21% por ferrovia e 18% por hidrovia. A predominância deste
tipo de transporte deve-se ao modelo de desenvolvimento implantado
desde o período do governo JK, época do "governar
é abrir estradas". A falta de investimentos em infra-estrutura,
como um todo, e a ausência de uma política de intermodalidade,
além da falta de respeito do governo às atribuições
originais dos impostos, direcionados todos à caixa preta
do Tesouro Nacional, surgem como as grandes dificuldades do setor.
Suas principais conseqüências são a falta de
conservação da malha rodoviária, que aumenta
os custos de transportes e os índices de acidentes, a falta
de uma estrutura de armazenamento e a obsolescência e burocracia
dos portos brasileiros. O Brasil se ressente da falta de uma política
pública de transportes, com definições de
prioridades. O governo não tem um programa de ações
ou um plano diretor que facilite a administração
pública, permitindo que as empresas possam fazer seu planejamento
em cima de dados e políticas confiáveis.
Foi no governo de JK, que as locomotivas começaram a serem
construídas no Brasil.
Na segunda metade da década de 90 o setor de transportes
passou por uma grande transformação devido ao grande
número de privatizações de rodoviárias
feitas pelo governo federal, passou por uma grande reestruturação
com maior participação de capital privado.
Recentemente foi aprovado a Lei nº 11.442, de 5 de janeiro
de 2007, que regulamenta o exercício da atividade de transporte
rodoviário de cargas no Brasil.
Custos do Transporte Rodoviário
O Transporte Rodoviário de Cargas por se tratar de uma
atividade de alto custo deve ser constantemente analisado as possibilidades
de redução de custo. Podemos citar algumas das variáveis
que envolvem os custos de transporte:
· Depreciação;
· Remuneração do capital;
· Pessoal (motorista);
· Seguro do veículo;
· IPVA/ seguro obrigatório;
· Custos administrativos;
· Combustível;
· Pneus;
· Lubrificantes;
· Manutenção;
· Pedágio.
Estes não são os únicos aspectos que devem
ser considerados no momento dos cálculos dos custos, os
custos como em toda operação é divido em
custos fixos e variáveis.
Os custos fixos são todos os custos que ocorrem de maneira
independente ao deslocamento do veículo e variáveis
são atribuídos custos por quilometragem percorrida
pelo veículo. É importante ressaltar que essa forma
de classificação não é uma regra geral.
Somente com o cálculo dos custos pode se propor uma política
de redução de custos.
Fonte: Wikipedia - A enciclopédia livre.
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